Há casas que parecem prontas. E há casas que vão encontrando a sua forma connosco.
Gostamos da segunda ideia. Uma manta ganha o lugar preferido no sofá. A madeira fica mais profunda junto à janela. A cerâmica guarda as marcas discretas de muitos pequenos-almoços.
Deixar espaço para a vida
Escolher menos não significa viver com menos conforto. Significa abrir espaço para aquilo que nos faz bem: uma cadeira onde se lê, uma mesa onde todos cabem, um objeto que nos lembra uma viagem ou uma pessoa.
O carácter não se compra de uma vez. Constrói-se no uso.
É por isso que procuramos formas que não se cansam e matérias que aceitam envelhecer. O resto acontece devagar.


